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Vasculhar Lendas

Juntos vamos mergulhar nas maravilhosas lendas, para já de Portugal, por isso... Era Uma Vez ...

Juntos vamos mergulhar nas maravilhosas lendas, para já de Portugal, por isso... Era Uma Vez ...

Vasculhar Lendas

15
Nov23

Lenda da Moura Salúquia

Bri Atano

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Caros leitores, para a lenda de hoje vamos voar até a uma linda cidade chamada Moura. Não sei quantos conhecem, eu pessoalmente desconhecia, é uma cidade raiana portuguesa, pertencente ao distrito de Beja, inserida na região do Alentejo e na sub-região do Baixo Alentejo tem 958,46 km² de área e 13 259 habitantes (2021).

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Foto por Acácio Costa 

A existência de duas nascentes de água permanente no interior do castelo, que ainda hoje abastecem duas fontes (Três Bicas e Santa Comba), permitiu que surgissem, na transição do século XIX para o século XX, uma unidade termal e a fábrica da Água Castello, unidade fabril que se manteve no espaço do castelo até ao final da década de 30. (fonte Wikipédia)

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Foto publicada pela Revive e Lusa

Foi em Moura, que também se construiu o primeiro convento da Ordem das Carmelitas na Península Ibérica - o Convento do Carmo - e deste convento saíram os monges que fundaram o Convento do Carmo, em Lisboa. Funcionou como antigo hospital local, e actualmente está a ser requalificado para se tornar numa instalação hoteleira, devolvendo assim uma nova vida a um edíficio histórico degradado e que segundo o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, argumenta: "Vai ter outro uso, é certo, mas as pessoas sentem-no como seu, porque muitos de nós nascemos naquele convento, e este é o investimento certo para lhe dar uma nova alma”

Feitas as apresentações a esta linda cidade, vamos então viajar para mais uma lenda:

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Oleo sobre tela Lefrontier

Era uma vez, numa terra de seu nome Al-Manijah, outrora Aruci Novum, uma princesa de seu nome Salúquia, herdeira de Abu-Hassan e governadora da cidade, cujo amor da sua vida era o alcaide mouro de Aroche, Bráfama. Um dia antes do se matrimónio, Bráfama, com a sua comitiva, dirigiu-se para Al-Manijah que ficava apenas a dez légua de distância. Porém todo o território alentejano a norte e a oeste, já estava sobre poder cristão, tornando-se assim numa jornada perigosa. 

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D. Afonso Henriques, encarrega dois fidalgos, os irmãos Álvaro e Pedro Rodrigues, de conquistarem a cidade de Al-Manijah. Informados dos preparativos matrimoniais que aí se desenrolavam, os irmãos planearam uma emboscada num olival perto da povoação. Atacados de surpresa pelos cavaleiros cristãos, a comitiva de Aroche foi facilmente derrotada e Bráfama foi morto.

Disfarçados com as veste dos representantos muçulmanos, os fidalgos cristãos dirigiram-se para a cidade, onde Salúquia aguardava o seu noivo, no alto da torra do castelo. Quando viu um grupo de cavaleiros que julgou ser Islâmicos, a princesa ordenou que se abrissem as portas da fortificação.  Imediatamente após entrarem na muralha, os cristãos lançaram-se sobre os defensores da cidade e conquistaram o castelo.

Salúquia, apercebeu-se do erro que cometeu e amargurada e ferida pela certeza da morte de seu noivo Bráfama, tomou as chaves da cidade e atirou-se da torre onde se encontrava.

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Foto da capa de “Saluquia - A Lenda de Moura em Banda Desenhada”

Comovidos pela história de amor que os sobreviventes islâmicos lhes contaram, os irmãos Rodrigues teriam renomeado a cidade para Terra da Moura Salúquia. O tempo encarregar-se-ia de transformar esta designação para Terra da Moura, até que evoluíu para a actual forma de Moura.

A uma torre de taipa do Castelo de Moura ainda hoje se chama a Torre de Salúquia, e a um olival nas proximidades de Moura, aquele onde supostamente teriam sido emboscados Bráfama e a sua comitiva, o povo chama Bráfama de Aroche. Nas armas da cidade figura, uma moura morta no chão, com uma torre em segundo plano, numa alusão à lenda da Moura Salúquia.

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Foto por Silvana Regina

23
Dez22

Lenda da Rosa de Natal

Bri Atano

Hoje, trago-vos mais uma lenda de uma flor que é muito utilizado nesta época festiva, a rosa do Natal. Mergulhemos então, em mais uma lenda.

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Era uma vez, em Belém, um casal que teve um filho de seu nome Jesus, que viria a ser o salvador do mundo. A palavra espalhou-se e, de todos os lados, vinham pastores, crentes e até reis magos, para fazerem oferendas ao menino, que estava nas palhas deitado, junto de Maria e José. Uma pequena pastora que observara tudo de longe, ficou triste, pois não tinha nada para oferecer ao menino Jesus, e começou a chorar. Um anjo, que por ali passava, ao ver tamanha tristeza, passou junto da menina e, quando as suas lágrimas caíram na terra gelada, transformou-as em lindas rosas brancas, que a menina com o coração carregado de felicidade, rapidamente apanhou e levou como oferta ao menino Jesus.

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Boas Festas!

 

21
Dez22

Lenda das Renas do Pai Natal

Bri Atano

Quem já ouviu falar do Rodolfo, da famosa rena de nariz vermelho do Pai Natal? Ou o porquê de serem oito? Vamos lá mergulhar em mais uma lenda.

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Era uma vez, um senhor que morava na Europa, no século XIX, de seu nome Nicolau, também conhecido por Pai Natal, que estava a pensar numa forma de conseguir entregar presentes a todas as crianças no seu trenó. Lembrou-se então que em alguns países como é o caso do Canadá (Norte), Alasca, Rússia, Escandinávia e Islândia, as pessoas se deslocarem na neve, usando um trenó puxado por renas. Porém, as renas do Pai Natal tinham de ser especiais, pois ele precisava de renas que voassem para entregar os presentes no dia certo e sem atrasos a todas as crianças do mundo inteiro.

Encontrou então as suas oito renas mágicas de seu nome :

Dasher/Corredora, Dancer/Dançarina, Prancer/Empinadora, Vixen/Raposa, Comet/Cometa, Cupid/Cupido, Donner/Trovão e Blitzen/Relâmpago.

Certo dia, no ano de 1939, o Pai Natal ao chegar a uma casa para entregar presentes, encontrou Rudolph/Rodolfo, e esta rena era diferente de todas as outras, pois tinha o nariz vermelho e luminoso. Como nessa noite o nevoeiro era imenso, Nicolau pediu então a Rodolfo que se juntasse a ele e que liderasse as suas renas de modo a que não se perdessem pelo caminho. A partir desse dia, Rodolfo passou a ser a rena que guia o trenó do Pai Natal todos os Natais e também a sua rena mais famosa.

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Boas Festas!

 

19
Dez22

Lenda da Flor de Natal

Bri Atano

Flor de Natal ... quantos de vocês têm um vaso com flores de Natal e talvez já se tenham perguntado de onde vem o nome. É exactamente isso que vamos hoje fazer, desvendar mais uma lenda que quiçá, deu o nome a esta linda flor.

 

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Era uma vez, uma menina de seu nome Pepita, que desejava oferecer uma prenda ao menino Jesus, mas como era muito pobre, não poderia oferecer nada na missa de Natal. Triste, contou a seu primo Pedro que a acompanhava durante o caminho para a igreja. Este disse-lhe que ela não tinha que estar triste, pois o que mais importa quando oferecemos algo a alguém, é o amor com que oferecemos, especialmente aos olhos de Jesus. Pepita lembrou-se então de ir recolhendo alguns ramos secos que ia encontrando pelo caminho, para oferecer.

Quando chegou à igreja, Pepita olha para os ramos que colheu e começa a chorar, pois acha esta oferenda muito pobre. Mesmo assim, decide oferecê-las com todo o seu amor. Entra na igreja e, quando deposita os ramos em frente da imagem do menino Jesus, estes adquirem uma cor vermelha brilhante, perante o espanto de toda a congregação presente. Este facto foi considerado por todos o milagre daquele Natal.

 

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Boas Festas!

10
Dez22

Lenda das Luzes de Natal

Bri Atano

Como todos sabem, no Natal temos o hábito de colocar luzes quer seja, no pinheiro, nas janelas, nas varandas e até mesmo nos telhados, mas alguém sabe o porquê de o fazermos? Pois bem, encontrei mais uma lenda que pode explicar parte desta nossa tradição, vamos então viajar.

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Era uma vez, numa terra para lá das montanhas e dos mares, uma família que teve um bebé de seu nome Jesus que viria a ser o salvador do Mundo. Para mostrar o seu apreço pelo recém-nascido, três reis magos realizaram a sua viagem, guiados apenas pela estrela de Natal, que ganhou também o nome de Estrela de Belém, a nossa conhecida estrela Polar. Essa estrela tinha quatro pontas que representavam os quatro pontos cardiais - Norte, Sul, Este, Oeste - e uma cauda comprida parecida com um cometa que possuía luz própria. Ficou assim associada a luz da estrela como a luz que Jesus Cristo teria no mundo, luz suficiente para iluminar a noite.

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Passaram-se os anos e a tradição mantinha-se, todos os anos na noite de Natal, quando era altura de ver o pinheiro de Natal, o pai ou o avô acendiam todas as velas por significarem a luz de Jesus. Até que em 1882, um senhor de seu nome Edward Johnson, amigo e sócio do inventor da lâmpada Thomas Edison, resolveu substituir as velas por uma série de luzes elétricas coloridas, algo que ele fez ao juntar oito lâmpadas com forma de pêra e com um único fio, mas a ideia não pegou muito, porque muitos americanos ainda não confiavam na eletricidade e as lâmpadas eram caras na época.

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Tudo mudou na década de 1920, quando as luzes pré-montadas da empresa General Electric se tornaram mais acessíveis e baratas, o que nos remete aos dias de hoje, onde encontramos luzes de todos os feitios, tamanhos formas, mas que todas representam o mesmo, a luz de Jesus.

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É possivel ver casa iluminadas com luzes, sendo nos EUA uma tradição fazer concurso de luzes de Natal, um evento de pirotecnia fantástico que recomendo a ver.

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Boas festas!

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