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Vasculhar Lendas

Juntos vamos mergulhar nas maravilhosas lendas, para já de Portugal, por isso... Era Uma Vez ...

Juntos vamos mergulhar nas maravilhosas lendas, para já de Portugal, por isso... Era Uma Vez ...

Vasculhar Lendas

15
Nov23

Lenda da Moura Salúquia

Bri Atano

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Caros leitores, para a lenda de hoje vamos voar até a uma linda cidade chamada Moura. Não sei quantos conhecem, eu pessoalmente desconhecia, é uma cidade raiana portuguesa, pertencente ao distrito de Beja, inserida na região do Alentejo e na sub-região do Baixo Alentejo tem 958,46 km² de área e 13 259 habitantes (2021).

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Foto por Acácio Costa 

A existência de duas nascentes de água permanente no interior do castelo, que ainda hoje abastecem duas fontes (Três Bicas e Santa Comba), permitiu que surgissem, na transição do século XIX para o século XX, uma unidade termal e a fábrica da Água Castello, unidade fabril que se manteve no espaço do castelo até ao final da década de 30. (fonte Wikipédia)

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Foto publicada pela Revive e Lusa

Foi em Moura, que também se construiu o primeiro convento da Ordem das Carmelitas na Península Ibérica - o Convento do Carmo - e deste convento saíram os monges que fundaram o Convento do Carmo, em Lisboa. Funcionou como antigo hospital local, e actualmente está a ser requalificado para se tornar numa instalação hoteleira, devolvendo assim uma nova vida a um edíficio histórico degradado e que segundo o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, argumenta: "Vai ter outro uso, é certo, mas as pessoas sentem-no como seu, porque muitos de nós nascemos naquele convento, e este é o investimento certo para lhe dar uma nova alma”

Feitas as apresentações a esta linda cidade, vamos então viajar para mais uma lenda:

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Oleo sobre tela Lefrontier

Era uma vez, numa terra de seu nome Al-Manijah, outrora Aruci Novum, uma princesa de seu nome Salúquia, herdeira de Abu-Hassan e governadora da cidade, cujo amor da sua vida era o alcaide mouro de Aroche, Bráfama. Um dia antes do se matrimónio, Bráfama, com a sua comitiva, dirigiu-se para Al-Manijah que ficava apenas a dez légua de distância. Porém todo o território alentejano a norte e a oeste, já estava sobre poder cristão, tornando-se assim numa jornada perigosa. 

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D. Afonso Henriques, encarrega dois fidalgos, os irmãos Álvaro e Pedro Rodrigues, de conquistarem a cidade de Al-Manijah. Informados dos preparativos matrimoniais que aí se desenrolavam, os irmãos planearam uma emboscada num olival perto da povoação. Atacados de surpresa pelos cavaleiros cristãos, a comitiva de Aroche foi facilmente derrotada e Bráfama foi morto.

Disfarçados com as veste dos representantos muçulmanos, os fidalgos cristãos dirigiram-se para a cidade, onde Salúquia aguardava o seu noivo, no alto da torra do castelo. Quando viu um grupo de cavaleiros que julgou ser Islâmicos, a princesa ordenou que se abrissem as portas da fortificação.  Imediatamente após entrarem na muralha, os cristãos lançaram-se sobre os defensores da cidade e conquistaram o castelo.

Salúquia, apercebeu-se do erro que cometeu e amargurada e ferida pela certeza da morte de seu noivo Bráfama, tomou as chaves da cidade e atirou-se da torre onde se encontrava.

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Foto da capa de “Saluquia - A Lenda de Moura em Banda Desenhada”

Comovidos pela história de amor que os sobreviventes islâmicos lhes contaram, os irmãos Rodrigues teriam renomeado a cidade para Terra da Moura Salúquia. O tempo encarregar-se-ia de transformar esta designação para Terra da Moura, até que evoluíu para a actual forma de Moura.

A uma torre de taipa do Castelo de Moura ainda hoje se chama a Torre de Salúquia, e a um olival nas proximidades de Moura, aquele onde supostamente teriam sido emboscados Bráfama e a sua comitiva, o povo chama Bráfama de Aroche. Nas armas da cidade figura, uma moura morta no chão, com uma torre em segundo plano, numa alusão à lenda da Moura Salúquia.

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Foto por Silvana Regina

20
Out23

Lenda do Pátio do Carrasco

Bri Atano

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Hoje vamos falar sobre a capital, Lisboa, e sobre uma das muitas lendas que assombram a cidade. Situado em frente ao Largo do Limoeiro, junto à antiga cadeia, está o Pátio do Carrasco, também conhecido como "O Negro", vamos falar um pouco sobre Luís dos Santos e mergulhar em mais uma lenda assustadora de Portugal.

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No ano de 1806, numa família honrada e muito respeitada de Capeludos, nasceu um bebé de seu nome Luís António Alves dos Santos, seu pai Inácio Alves dos Santos e sua mãe Joana Bernarda Pimenta, garantiram que o seu filho tinha uma infância feliz junto da sua restante família. 

Perto de 1822, Luís teria entre 16/17 anos, quando partiu para Lisboa, alistando-se na vida militar, que foi quando a sua vida começou a não correr tão bem, pois rapidamente notou que não estava enquadrado sobre a realidade que se vivia na capital e ficando acamarado com recrutas pouco atinados, não o ajudou. Certo dia aconteceu algo que mudaria a sua vida para sempre, um assassinato, durante um assalto a uma casa de gente rica no Campo Grande. Junto com alguns colegas, tornou-se refratário e regressou à sua província transmontana, vivendo como "fora-de-lei". Foi preso em Vila Pouca de Aguiar, onde respondeu por 18 crimes que lhe foram atribuídos, mas que ele sempre negou. Confessou sim, que matara por duas vezes, mas em legítima defesa.

Entre perseguições por parte de absolutistas e alistamento na cavalaria, ainda se viu misturados em "gangs", permaneceu numa situação de marginalidade, procurando sempre iludir as autoridades, até ser capturado de vez pela polícia, já com mais de 30 anos. (Existe um romance histórico e biográfico, escrito por Leite Bastos, de seu nome "O Último Carrasco", que detalha a vida de Luís dos Santos e que recomendo a leitura)

Em Junho de 1845, como refere Maria João Medeiros, em "Alamanaque do crime português" - 2021, que chegou a proposta: passar a matar (legalmente) para não ser morto. Terá sido a sua esposa a convencê-lo  a se tornar, Executor de Alta Justiça - designação do carrasco real, uma função maldita e mal vista por todos, mas que Luís Alves aceita a fim de lhe ver comutada a pena de morte. 

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O apelido "O Negro", teve a ver com a sua pose austera, caminhando devagar e firme em direcção ao cadafalso, onde os criminosos e fora-de-lei, eram sentenciados e mortos à vista de todos numa praça pública. O carrasco vestia preto, de cima a baixo, um capuz igualmente preto que lhe tapava toda a cabeça, apenas um orifício para ver o que o rodeava. Os populares que iam assistir à morte por enforcamento ou por lâmina afiada começavam a afastar-se à sua passagem, reassumindo o seu lugar, entre o curioso e o receoso. Mesmo sem nunca ter executado ninguém, "O Negro" era fantasmagórico, tenebroso. 

Como militar, Luís Alves, sempre foi considerado um homem valente, com três condecorações atribuídas, antes de se tornar refratário e de tornar a sua vida num inferno conturbado que o fez morrer só, repudiado pela família, esquecido, triste, pobre e doente de epilepsia e asma, a 18 de Agosto de 1873, num bairro em Vila Pouca de Aguiar e não se sabe ao certo, nem onde é a casa de família, nem onde se encontra sepultado.

 

Vamos agora à lenda:

Artur Pastor - Pátio do Carrasco

Imagem de Artur Pastor

O Pátio do Carrasco situa-se em Lisboa, hoje bastante degradado, mas foi aqui que terá vivido temporariamente Luís António Alves dos Santos, conhecido como “o Negro”, que foi o último carrasco de Portugal. 

A lenda conta que existe um túnel subterrâneo, que ia desde o Pátio do Carrasco à Prisão do Limoeiro, mesmo ao lado, e que seria usado para que o carrasco pudesse mais facilmente ir executar os seus deveres. A lenda conta também que, no local onde estaria essa passagem, ainda hoje se ouvem gritos, que seriam do próprio Luís, atormentado pelas mortes que causou.

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Imagem por Eduardo Portugal

É aqui que esta lenda se torna difícil de defender e entender: é possível que Luís Alves nunca tenha executado ninguém. Dizem que quando foi encarregue de o fazer, em Tavira, deu ao seu imediato o dinheiro que tinha consigo, para que o substituísse. Na época os carrascos usavam capuz, era possível trocarem de lugar sem que ninguém se apercebesse.

Será que Luís grita atormentado pelas mortes que causou na juventude? O carrasco lutou ao lado dos absolutistas, no século XIX, e confessou ter matado dois homens em legítima defesa. 

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Imagem por Tozé Fonseca

06
Out23

Lenda da Casa Amarela de Ovar

Bri Atano

Entramos oficialmente no mês onde se faz homenagem aos mortos, muitos chamam de Halloween outros de Noite das Bruxas. Vou tentar então trazer um pouco de lendas assustadoras, começando por esta que acontece na linda cidade de Ovar, que para quem não conhece, é uma cidade portuguesa que se situa no município de Aveiro, sendo a única população que possui este vocábulo em todo Portugal ou até no estrangeiro. 

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A primeira referência, conhecida, a este nome, é feita numa carta de 12 de Junho de 922, de Ordonho II da Galiza e Leão, na qual são doados ao Mosteiro de Crestuma "bens consideráveis, entre os quais se contam a igreja de S. Donato e a igreja de S. João". No documento, este local é referido como porto de obal, nome que faz referência ao então rio Obal (ou Obar), atual rio Cáster.

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(foto por João Elvas)

Agora que ficámos a conhecer melhor esta bela cidade, que com certeza tem mais lendas, vamos falar de uma que a maiorida da população Ovarense ou Vareiros conhecem, vamos mergulhar na lenda da Casa Amarela.

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Era uma vez, numa linda casa amarela, uma família rica que possuía uma filha única que, quando crescesse, seria a herdeira da família, que começou, eventualmente, a namorar com um rapaz pobre. O pai da rapariga era contra o namoro entre os dois e num acto de raiva atirou-os para um poço que se situava no jardim e deixou-os morrer lá. Dias se passaram e o pai foi encontrado enforcado no poço. A partir daí, é dito que as três entidades assombram a casa.

Várias pessoas que lá entraram ficaram amedrontadas: já tentaram demolir a casa ou restaurá-la, mas assim que o tentavam fazer, as máquinas desligavam-se do nada, ouviam-se gritos e via-se sangue a escorrer pelas paredes. Também tentaram colocar vidros nas janelas da casa, mas rapidamente, estes partiam-se misteriosamente. Graças a esses acontecimentos estranhos, os engenheiros não voltaram à casa.

Rumores dizem que houve também uma família de ciganos que decidiu morar na casa amarela, que entretanto fugiu devido às assombrações presentes.

Outra versão desta lenda, é que terá pertencido a um empresário que terá perdido a casa por causa de dívidas e ter-se-á suicidado lá dentro, jurando que “mais ninguém iria ficar com a casa”. O edifício está abandonado há décadas e consta que nem os residentes mais antigos da rua se lembram de a ver habitada por alguém. 

 

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Tentei cruzar informação de novo com pessoas ricas de Ovar, que lá terão habitado, dois nomes reçaltam, 1º e 2º Viscondes de Ovar, mas apenas se sabe que foram soldados um deles liberal, empresários que tiveram a sua morte antes de 1950 e alguns cuja informação não se encontra disponível em lado nenhum, no entanto existe dois que têm a sua morte perto da data, um deles em 1968 e o outro a 1959, invalidando também a morte por enforcamento, e nada mais se encontra datado apartir de 1800, visto que a ordem de construção da casa foi dada em 1952, nunca chegada a ser acabada. Deixando apenas a questão, que família notavél morava em Ovar por essa altura, sem o conhecimento do concelho? Será que a casa não terá sido acabada por falta de acordo ou ilegalidade? 

O que nos resta é apenas uma lenda, que podemos escolher acreditar ou não, mas demasiados relatos sugerem de facto que algo se passa nesta casa, mas a sua história, apenas as paredes o sabem.

22
Set23

Lenda de São Martinho

Bri Atano

Todos nós em alguma altura da nossa vida já ouvimos a expressão "Verão de São Martinho", se ainda não a ouviram eu explico, imaginem o mês de Novembro em Portugal, chuvas, ventos, frio e num dia tudo isso parece desaparecer, mais exactamente no dia de São Martinho, 11 de Novembro. Acreditem, esse dia existe, e aqui vos deixo a lenda que deu vida a esse dia, a lenda do soldado Martinho.

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Era um dia frio e tempestuoso de Outono, um soldado Romano de seu nome Martinho, ia montado no seu cavalo, quando se depara com um mendigo cheio de frio e fome. O soldado, que já era conhecido por ser muito generoso, tirou a sua capa e com a espada cortou-a ao meio e com uma das partes, cobriu o mendigo.

Continuou o seu caminho, quando mais à frente se depara com outro mendigo cheio de frio, vendo que ainda tinha uma metade da capa, tornou a oferecer ao pobre homem.

Martinho, sem capa, continuou o seu caminho ao frio e ao vento, de repente e como por magia, o céu abriu, apareceu o sol, a tempestade foi embora. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por três dias.

Desde essa altura, todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem esses dias de calor, aos quais se chamam de "Verão de São Martinho".

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E sabem o que se pode fazer até esses dias de calor chegarem? Comer umas castanhas bem quentinhas, enquanto se vê as folhas a caírem das árvores.

 

21
Set23

Voltarei com novas lendas

Bri Atano

Boa tarde caros leitores,

Sei que já vai bem além de meio ano que não escrevo uma única lenda, peço imensa desculpa. Houve problemas pessoais, trabalho, pouco tempo livre e muito mas muito stress, resultado esse que me provocou uma perda de 20kg, muitos cabelos e algumas noites de sono. Estou bem, estou de volta e irei trazer mais assíduamente novas histórias, novos mitos e novas lendas. 

Agradeço a todos a paciência <3

Bri Atano

11
Dez22

Lenda do Pinheiro de Natal

Bri Atano

Continuando com o tema de Natal, já alguém se perguntou porque é que enfeitamos pinheiros e não outro tipo de árvora qualquer? Pois bem, encontrei uma lenda pequenina mas maravilhosa, vamos viajar até Belém.

Era uma vez, há muito, muito tempo, junto do presépio, na noite de Natal, existiam três árvores: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. Ao verem o Menino Jesus nascer, as três árvores quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao Menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro, como não tinha nada para oferecer, ficou muito triste. As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao Menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e enfeitando o pinheiro. Quando isto aconteceu, o Menino Jesus olhou para o pinheiro, levantou os braços e sorriu! Reza a lenda que foi assim que o pinheiro – sempre enfeitado com luzes – foi eleito a árvore típica de Natal.

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Boas Festas!

10
Dez22

Lenda das Luzes de Natal

Bri Atano

Como todos sabem, no Natal temos o hábito de colocar luzes quer seja, no pinheiro, nas janelas, nas varandas e até mesmo nos telhados, mas alguém sabe o porquê de o fazermos? Pois bem, encontrei mais uma lenda que pode explicar parte desta nossa tradição, vamos então viajar.

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Era uma vez, numa terra para lá das montanhas e dos mares, uma família que teve um bebé de seu nome Jesus que viria a ser o salvador do Mundo. Para mostrar o seu apreço pelo recém-nascido, três reis magos realizaram a sua viagem, guiados apenas pela estrela de Natal, que ganhou também o nome de Estrela de Belém, a nossa conhecida estrela Polar. Essa estrela tinha quatro pontas que representavam os quatro pontos cardiais - Norte, Sul, Este, Oeste - e uma cauda comprida parecida com um cometa que possuía luz própria. Ficou assim associada a luz da estrela como a luz que Jesus Cristo teria no mundo, luz suficiente para iluminar a noite.

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Passaram-se os anos e a tradição mantinha-se, todos os anos na noite de Natal, quando era altura de ver o pinheiro de Natal, o pai ou o avô acendiam todas as velas por significarem a luz de Jesus. Até que em 1882, um senhor de seu nome Edward Johnson, amigo e sócio do inventor da lâmpada Thomas Edison, resolveu substituir as velas por uma série de luzes elétricas coloridas, algo que ele fez ao juntar oito lâmpadas com forma de pêra e com um único fio, mas a ideia não pegou muito, porque muitos americanos ainda não confiavam na eletricidade e as lâmpadas eram caras na época.

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Tudo mudou na década de 1920, quando as luzes pré-montadas da empresa General Electric se tornaram mais acessíveis e baratas, o que nos remete aos dias de hoje, onde encontramos luzes de todos os feitios, tamanhos formas, mas que todas representam o mesmo, a luz de Jesus.

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É possivel ver casa iluminadas com luzes, sendo nos EUA uma tradição fazer concurso de luzes de Natal, um evento de pirotecnia fantástico que recomendo a ver.

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Boas festas!

02
Dez22

Lenda de São Nicolau

Bri Atano

Como vocês sabem, estamos no mês da festividade que reúne toda a família, seja por crença religiosa ou apenas porque é uma desculpa para nos sentarmos todos à mesa e esquecermos um pouco os problemas. Ainda existem muitos ateus que festejam o Natal, assim como aqueles que não se acreditam no Pai Natal. Eu acredito no Pai Natal, não na versão comercial do velhinho que anda de trenó puxado por renas e desce por chaminés, mas na versão de São Nicolau, alguém que com o pouco que tinha. ajudava os que nada tinham. Vamos então à Lenda de São Nicolau.

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Era uma vez,  um menino de seu nome Nicolau, filho de cristãos abastados, que nascera na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária com muito movimento.

Desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.

Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.

Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.

S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.

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S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro).

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.

Actualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros, vêem o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.

Festas Felizes!

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29
Nov22

Lenda da Sopa da Pedra

Bri Atano

Apresento hoje uma lenda, que a maioria de vocês deve já ter ouvido falar dela. Viajemos então para Almeirim e vamos preparar uma sopa deliciosa.

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Era uma vez, na bela vila de Almeirim, um certo frade que andava em peregrinação. Esfomeado, resolveu bater à porta da casa de uns aldeões. Este frade era demasiado orgulhoso para pedir uma refeição, então pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para preparar uma sopa deliciosa só com uma simples pedra. 

Os moradores, a tentarem perceber como isso seria possível, acederam ao pedido do frade. Este, apanhou uma pedra do chão, sacudiu-a e entrou na casa.

O frade colocou a panela ao lume só com a pedra e um pouco de água. Questionado pela dona da casa sobre se não precisaria de mais alguma coisa, respondeu que era preciso temperar a sopa. A mulher deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que para ficar melhor, devia levar um fiozinho de azeite. Depois pediu um pouco de toucinho, batatas, feijão, carne, enchidos, uns temperos… E por aí fora, até a panela estar cheia de coisas boas e a sopa cheirar cada vez melhor.

Quando o frade acabou de a confecionar, comeu-a. No fundo da panela, ficou apenas a pedra. Os aldeões que viram o frade confecionar a sopa perguntaram-lhe por que ficara ali a pedra, o clérigo respondeu prontamente:

“A pedra, agora lavo-a e levo-a comigo para outra vez”.

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E assim nasceu a lenda de uma das mais famosas especialidades de Almeirim, assim como uma deliciosa sopa!

 

28
Nov22

Lenda da Fundação de Lisboa

Bri Atano

Encontrei esta lenda sobre a fundação de Lisboa e achei que deveria de a partilhar. A sua veracidade,depende da forma como a interpretarem, eu gosto de pensar que todas as lendas têm o seu romantismo. Mergulhemos então na lenda da Fundação de Lisboa.

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Era uma vez, há muito tempo atrás, um reino de seu nome Ofiusa, que se localizava num lugar distante, próximo a um grande oceano pouco conhecido. Segundo dizem, Ofiusa significava Terra de Serpentes. Nesse reino existia uma rainha, metade mulher metade serpente, que o governava, tinha um olhar feiticeiro e uma voz meiga, um jeito de menina com poder de sedução, um poder esse incrível. A rainha tinha o hábito de subir ao alto de um monte e gritar ao vento, para depois ouvir sua própria voz no eco:

"Este é o meu reino! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a por aqui os pés: ai de quem ousar, pois, as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer!"

Ninguém se atrevia a entrar no reino da rainha. Acreditava-se que esta costa era amaldiçoada pelos deuses e também pelos homens. E os poucos que se arriscavam eram seduzidos pela rainha e nunca mais retornavam.

Certo dia, vindo de muito longe, apareceu um herói chamado Ulisses que aportou na terra das serpentes. A rainha imediatamente se apaixonou, e fez de tudo para o impedir de ir embora. Ulisses, fingiu cair nos encantos da rainha, até que seus companheiros descansassem e pudessem novamente zarpar.

Como ficou deslumbrado com as belezas naturais que viu, subiu a um monte, e assim como fazia a rainha das Serpentes, gritou ao vento:

"Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo, e dar-lhe-ei o meu próprio nome. Será Ulisséia, capital do Mundo!"

Ulisses, acabou por ir embora, assim que seus barcos estavam abastecidos e os homens descansados. Fugiu da rainha que correu atrás dele desesperada. Dizem que seus braços serpenteando atrás do herói acabaram por formar sete colinas rumando em direcção ao mar. Ulisses foi-se, mas a lenda ficou.

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Esta lenda mítica, surge no livro de Gabriel Pereira de Castro, na sua obra que se viu posteriormente publicada em 1636.

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